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Porto do Pecém Por ser um terminal “off shore”, os píers de atracação estão protegidos da ação das ondas e correntes por um quebra-mar de berma, na forma de “L”, com 1.768 metros de extensão. Os dois píers são ligados ao continente por uma ponte rodoviária, que interliga o Pátio de Armazenagem às instalações de atracação de navios. O Complexo opera movimentando matérias-primas siderúrgicas, produtos siderúrgicos acabados, fertilizantes e cereais em granel, contêineres e granéis líquidos e gasosos.
02 para granéis líquidos; 02 cargas gerais. A movimentação de mercadorias através do porto do Pecém registrou novo recorde nos doze meses de 2014, com 8,2 milhões de toneladas (t) contra 6,3 milhões transportadas em 2013, o que representa uma variação positiva de 31%. 475 navios operaram no terminal portuário de São Gonçalo do Amarante durante esse período, com destaque para os granéis sólidos, que registraram incremento de 87%, movimentando 3,5 milhões de t. As exportações cresceram 13%, enquanto as importações contribuíram com elevação de 36%. Nos últimos seis anos, de 2009 a 2014, o crescimento na movimentação de mercadorias pelo Pecém foi constante, saindo de dois milhões em 2009 para 8,2 milhões no ano passado. Movimentação ano a ano
Na cabotagem, os destaques foram combustíveis minerais, clínkers e máquinas e materiais elétricos nas exportações, combustíveis minerais, produtos siderúrgicos e cereais nas importações. As frutas que registraram maior movimentação foram o melão (92 mil t), manga (35 mil), melancia (16) e castanha de caju, com dez mil toneladas exportadas, com origem no Rio Grande do Norte (48%), Ceará (30), Bahia (12) e Pernambuco com oito por cento. Os principais destinos foram a Holanda, Grã Bretanha, Estados Unidos e Espanha. No ranking de todos os portos brasileiros, segundo a Secex – Secretaria do Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, o porto cearense lidera a importação de clínkers, com participação de 35%, seguido pelos portos de Barcarena, Mucuripe, São Luiz e Suape. Nas importações de produtos siderúrgicos a liderança é do porto de São Francisco do Sul, seguindo-se os portos do Pecém, Santos e Itajaí. Nas exportações de frutas a liderança fica com o porto de Parnamirim, com participação de 27%, seguido pelo Pecém com 26, Santos com 15 e Salvador com 13%. O Pecém é terceiro colocado nas exportações de calçados, com o porto de Santos na liderança e o do Rio Grande em segundo. Ampliação do Porto do Pecém O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) autorizou, em dezembro de 2013, o começo das obras de ampliação Terminal de Múltiplo Uso (TMUT) do Porto do Pecém. O consórcio Marquise/QG/Ivaí formado pelas empresas Construtora Marquise, Queiroz Galvão e Ivaí Engenharia de Obras, realizará as obras pelo valor de R$ 568,7 milhões, com previsão de término em 30 meses. Os serviços da segunda etapa da expansão do terminal portuário incluem uma nova ponte de acesso ao quebra-mar existente com 1.520 metros de extensão, pavimentação de 1.065 metros sobre o quebra-mar; a ampliação do quebra- mar em cerca de 90 metros; o alargamento em cerca de 33 metros da ponte; a construção de 600 metros de cais com dois berços de atracação de navios cargueiros ou porta-contêineres. Estes últimos equipamentos serão voltados para operação com carga geral e produtos da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), da refinaria Premium II da Petrobras e da ferrovia Transnordestina; está previsto também a ampliação do pátio da retro-área de aproximadamente 69.000 metros quadrados. Os dois berços de atracação serão voltados para a exportação de placas da siderúrgica, enquanto a Ferrovia Transnordestina utilizará provisoriamente o Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), cuja primeira etapa já foi inaugurada, até ter o seu próprio terminal. O secretário Adail Fontenele, define como fundamentais os investimentos no terminal portuário para fomentar a captação de empreendimentos de grande porte para o Estado, os quais resultarão em impactos positivos na economia estadual. TMUT Em agosto de 2010 o Governo do Estado entregou a primeira etapa das obras do TMUT, composto por dois berços de atracação, que atenderão aos navios porta-contâiner; ampliação do quebra-mar para mil metros; e o prolongamento da ponte existente, de 348 metros. O custo da obra foi de aproximadamente R$ 410 milhões. Além do TMUT o Terminal recebeu, ainda, o reforço de obras como a implantação de uma correia transportadora e de um descarregador de minérios, que somaram investimentos da ordem de R$ 175 milhões. A expectativa é que com a nova ampliação, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) esteja composto por um berço no TMUT, um novo quebra-mar, dois berços de granéis sólidos; e cinco berços de granéis líquidos.
Ampliação das Tomadas Frigoríficas
Expansão do Molhe
Construção de Correia Transportadora
Aquisição de Scanner de Contêineres
Construção de Terminal Intermodal de Cargas
Construção de Bloco de Utilidades
Porto de Fortaleza
A Companhia Docas atua como autoridade portuária, administrando o Porto de Fortaleza, intermediando relações entre operadores portuários (empresários), donos de cargas importadas e exportadas, órgãos intervenientes e o Órgão Gestor da Mão de Obra (OGMO). Os mercados-alvo são importadores e exportadores de mercadoria no mercado nacional e no mercado internacional.
Tem também píer com ponte de acesso de 853 metros de comprimento, sistema de dutovias e plataforma de atracação com dois berços de 11 metros de profundidade. Também está em processo de dragagem para 13 metros. É dotado de cinco armazéns com área de 6.000 m² cada (sendo dois arrendados à iniciativa privada e um deles em fase de construção) assim como 131.000 m² de pátio pavimentado para armazenagem, além de um armazém estruturado de 3.000 m². O Porto de Fortaleza congrega o segundo maior polo moageiro do Brasil (o primeiro é São Paulo), com três moinhos e capacidade de armazenagem estática total de 250.000t. Para operação refrigerada, dispõe de 240 tomadas para contêineres frigoríficos (em expansão para 500 tomadas), bem como duas duascâmaras frigoríficas para a inspeção de contêineres frigoríficos. Os equipamentos disponíveis para operação, todos da iniciativa privada, são: guindaste canguru, guindastes MHC sobre rodas, empilhadeiras reach stacker e top loader e descarregadores mecânicos de grãos.
Movimentoação de cargas O Porto de Fortaleza atingiu em 2014 o maior volume de cargas movimentadas da sua história: 5.209.107 toneladas de mercadorias importadas e exportadas. O número representa um crescimento de 4,6% em relação ao ano de 2013. Do total geral da movimentação de mercadorias, 94% foi importação e 6% exportação. A movimentação de contêineres também fechou o ano com o recorde de 100.000 mil TEUs – quantidade 10,5% maior que a do ano anterior. Considerando a movimentação por cargas, o granel sólido foi o que apresentou o maior crescimento: 18,5% comparando 2014 com o ano de 2013. Ao todo, movimentou 1.586.603 toneladas em 2014. As principais cargas do grupo foram trigo (965 mil t), clínquer (238 mil t), coque de petróleo (221 mil t) e enxofre (35 mil t), totalizando 30,5% do total geral de cargas movimentadas no ano em questão. O aumento na movimentação de trigo e de granéis não vegetais (clínquer e coque de petróleo) proporcionou este resultado. O granel líquido, por sua vez, cresceu 8,5% comparando 2014 com o ano anterior, fechando com um total de 2.786.842 toneladas. Os principais produtos movimentados na categoria foram: gasolina (600 mil t), diesel (590 mil t), petróleo cru (398 mil t) e asfalto (238 mil t), representando 53,5% do total de cargas movimentadas no ano. O asfalto foi o produto que apresentou o maior crescimento neste segmento. A carga geral movimentou 835.660 toneladas, representando 16% do total de cargas movimentadas em 2014. Os principais produtos movimentados foram: arroz (242 mil t), material de construção civil (43 mil t), sal (35 mil t) e papel (15 mil t). Percentual por categoria – 2014 Granel Líquido: 53,5% Toneladas por categoria – 2014 Granel Líquido: 2.786.842 toneladas Principais itens Granel Líquido: gasolina, diesel, petróleo cru e asfalto Sentido Importação: 94%
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| Última atualização em Seg, 21 de Março de 2016 11:13 |


É administrado pela Companhia Docas do Ceará (CDC), uma empresa de economia mista, que é vinculada à Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP/PR). O Porto de Fortaleza iniciou as operações em 1938; no entanto, a CDC foi criada somente em 1956.


